Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 20/08/2017
Disparidade Educacional
Desde os processos denominados “revoluções industriais” e a ascensão do capitalismo, prioriza-se demasiadamente produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Por consequência, populações periféricas são esquecidas e colocadas à margem da sociedade, sem acesso ao ensino. Assim, a evasão escolar brasileira é resultado da desigualdade social hodierna.
Os contrastes de qualidade de vida nacionais são salientados em um ambiente ao qual o prestígio se dá pelo poder do consumo. Como resultado, jovens desfavorecidos são obrigados a abandonar os estudos e ingressar no mercado de trabalho precocemente, a fim de contribuir financeiramente no sustento familiar. Somado à isso, a falta de acesso a informação ocasiona o significativo índice de gravidez na adolescência em populações periféricas, o que resulta no abandono escolar.
Ademais, a falta de comprometimento de profissionais da área da educação contribui para a desmotivação do aluno que, muitas vezes, passa por diversas dificuldades para chegar ao estabelecimento de ensino. Além de as escolas públicas possuírem qualidade inferior comparadas às privadas, o que prejudica o desempenho de jovens periféricos no vestibular para ingressar em uma faculdade. Isto desmotiva populações infanto-juvenis.
É necessário, portanto, olhar para esses jovens com um pouco mais de alteridade. Deve-se promover a redução das desigualdades através da mobilização diuturna dos movimentos sociais por serviços públicos universais, gratuitos e de qualidade. Como o revolucionário ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela cita, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Dessa forma, a reintegração educacional é o principal ato que converterá a situação atual de marginalidade.