Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 14/04/2022
Em sua célebre frase “Os livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas”, Mario Quintanda evidenciou a forte relação entre a educação e a realidade social. Nesse contexto, fica evidente o descaso do governo com sua população, devido às altas taxas de evasão escolar, fruto da mazela socioeconômica que também agrava a situação do brasileiro, tirando-lhes suas oportunidades de ter um futuro digno com independência financeira.
Em primeira análise, é preciso destacar que a educação é um direito que deve ser garantido pelo Estado em diversas esferas. Visto que, para o aluno ir à escola, ele precisa de saúde, transporte, além de outros recursos e boas condições escolares para aprender. Por essa razão, o artigo 6º da Contituição coloca, junto à educação, alimentação, moradia, transporte e saúde como direito básico. Entretanto, segundo o IBGE, mais de 1 milhão de jovens entre 15 e 17 anos abandonaram os estudos, muitos para trabalhar e completar renda em casa, o que evidencia, claramente, o descumprimento da Carta Magna pelo governo.
Por consequência, essa falta de amparo aos jovens os deixam mais vulneráveis socialmente . Pois, os alunos que evadem a educação básica ficam impedidos de ingressar em cursos técnicos e superiores, e têm alta probabilidade de inserção precária no mercado de trabalho, segundo dados do Instituto Unibanco. Nesse viés, Paulo Freire, em seu livro “Pedagogia da Autonomia”, ressalta que a educação vai além da transferência do conhecimento, ela serve, principalmente, para construção e produção do próprio aluno. Assim, fica evidente que a escola tem papel dicisório na qualidade de vida dos brasileiros.
Infere-se, portanto, que o Governo Federal, em uma ação conjunta entre os Ministérios da Educação e da Economia, deve fornecer cestas básicas às famílias de baixa renda cujos filhos frequentem as escolas, por meio do uso de verba arrecadadas de impostos e parcerias com agricultores locais, a fim de garantir os recursos básicos para os alunos, além de formentar empregos na região, inclusive para as famílias dessas crianças. Com isso, os alunos poderam frequentar a escola sem se preocupar em garantir o básico de casa.