Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 14/04/2022
A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - assegura a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. No Brasil, a educação foi terrivelmente impactada com a pandemia causada pelo coronavírus. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o despreparo do governo brasileiro e o elevado índice de desigualdade social.
Em primeira análise, evidencia-se o elevado índice de desigualdade social no Brasil. Sob essa ótica, com o fechamento das escolas em todo país, muitos estudantes foram prejudicados, já que as aulas de ensino à distância necessitam-se de aparelhos tecnológicos e estrutura para ter acesso a elas. Neste contexto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma pesquisa onde mostra que mais de 40 milhões de brasileiros não possuem acesso à internet. Dessa forma, de acordo com o economista Sir Arthur Lewis: “Educação nunca foi uma despesa. Sempre foi um investimento com retorno garantido”, demonstrando a importância do investimento no sistema educacional.
Além disso, é notório o despreparo do governo quando o assunto é educação, que é acentuado ainda mais na pandemia. Desse modo, muitas escolas brasileiras ficaram sem o devido suporte necessário para o oferecimento do ensino remoto, e de acordo com o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC), mais de 5 milhões de crianças e adolescentes ficaram sem acesso a nenhuma atividade escolar em 2020. Além disso, muitos professores não tinham conhecimento adequado para lecionar a distância, então foi necessário que aprendessem sozinhos. Consoante a isso, fica evidente o despreparo governamental e a precariedade do sistema educacional brasileiro.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir o despreparo e a desigualdade social. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação e ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) elaborar campanhas, e com ajuda da comunidade escolar distribuir tablets, celulares, notebooks, e também planos de internet gratuita para os estudantes da rede pública de ensino, a fim de que todos alunos possam ter acesso à educação. Somente assim, o índice de desigualdade no Brasil diminuirá e todos poderão continuar aprendendo.