Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 26/04/2022
A Constituição Federal de 1988 determina em seu 6° artigo, a educação como um direito social. No entanto, na realidade brasileira a evasão escolar é um problema presente, não só por falta de interesse nos estudos, mas por outros motivos. Nesse prima, destacam-se dois aspectos: o bullying e a condição financeira.
Nesse contexto, evidencia-se o bullying no ambiente escolar como um empecilho à resolução do problema. Sob essa ótica, nas histórias em quadrinhos “Turma da Mônica” escritas por Mauricio de Sousa, Cebolinha é um valentão que persegue e insulta Mônica, que por sua vez se mostra chateada com a violência. Fora dos gibis, observa-se na conjuntura brasileira contemporânea, que por falta de punição objetiva para o agressor, muitos indivíduos na tentativa de fugir da violência sofrida na escola, acabam desistindo de frequenta-la.
Além disso, é notório que a condição econômica do aluno influência no problema. Desse modo, segundo o filósofo Karl Marx a base do capitalismo é o capital. Consoante a isso, muitos estudantes vêm de famílias que estão em vulnerabilidade social e dependem do trabalho desse indivíduo. Muitas vezes pelo cansaço, por esforço físico que o trabalho exige e a dificuldade no rendimento escolar, o estudante opta por deixar de frequentar o ambiente escolar, o que aumenta a proporção do impasse.
Depreeende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter a evasão escolar no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação criar programas escolares contra o bullying, por meio de projetos extracurriculares e palestras abertas à comunidade, a fim de concientizar os pais e alunos sobre as possíveis consequências desse tipo de violência. Ademais, cabe às escolas aplicar normas mais rígidas para os agressores. Somente assim, o direito à educação previsto na Constituição Federal será cumprido.