Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 27/04/2022

O quadro expressionista “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata o medo e a inquietude de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. De maneira análoga, encontra – se esse semblante exposto em muitos brasileiros na sociedade contemporânea ao analisar a evasão escolar e a realidade brasileira. Diante disso, é notório observar a negligência governamental e a desigualdade social como pontos determinante para essa problemática.

A princípio, é imperioso destacar que a falta de desempenho do Estado potencializa a negligência governamental. De acordo com a legislação brasileira o ensino fundamental é obrigatório para crianças e adolescentes de 6 a 14 anos e é dever do Estado garantir uma educação integral. Sob essa ótica, exemplifica – se a teoria das instituições zumbis, do sociólogo Zigmunt Bauman, que as descreve como presentes, mas sem cumprirem seu papel social com eficácia. Nessa perspectiva, para completa refutação do estudioso polonês faz – se imprescindível a correção dessa inoperância esférica.

Outrossim, deve – se apontar a desigualdade social como impulsionadora da evasão escolar. De acordo com o IBGE, o brasil ocupa a 9° posição de país com mais desigualdade no mundo. Diante disso, encontra - se as crianças com a necessidade precoce de inserção no mercado de trabalho priorizando trabalhar ao invés de estudar ferindo o estatuto da criança e do adolescente. Sob essa visão, enaltecemos a fala de Franklin Roosevelt, ex-presidente do Estados Unidos, segundo o qual a prova do progresso é dada pela providência do suficiente para os que tem pouco. Perante tal exposto, é implícito a mudança desse cenário para que ocorra o progresso como exposto pelo ex-presidente.

Portanto, é preciso medidas capazes de mitigar a evasão escolar e correção da realidade brasileira. O Poder Legislativo deve criar leis estatais que garantam auxílio, por meio de bolsa incentivo para alunos de baixa renda de modo que eles recebam apoio financeiro e recursos locomotivos como transportes estudantis, para que desse modo seja fornecido uma educação integral corrigindo as inoperâncias esféricas do Estado, a fim de que a desigualde seja extinguinda e somente o progresso atue.