Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 29/08/2017

Com a vinda da Família Real portuguesa em 1808, as primeiras instituições de ensino foram criadas. Atualmente, apesar da popularização do ensino, muitos jovens não concluem seus estudos e acabam evadindo-se da escola. Analogamente, notam-se os impactos causados por essa saída precoce do meio educacional, como o surgimento de uma mão de obra mal qualificada e uma população com baixo senso crítico.

Com as Revoluções Industriais, a máquina passou a substituir gradativamente o homem. Na sociedade atual, dessa forma, vive-se um momento de desemprego estrutural, ou seja, indústrias com cada vez menos pessoas. Logo, depreende-se que, com essa diminuição de empregados, o mercado passa a exigir uma qualificação maior nos empregos que, via de regra, é obtida por meio de estudo e, consequentemente, a preferência será para os mais capacitados. Nesse cenário, o conhecimento adquire uma importância maior, porque, além de proporcionar inclusão social, disponibiliza maiores possibilidades de vida, algo inédito na história e que só foi possível com a queda do regime Absolutista.

A carência de senso crítico de algumas nações fomenta problemas sociais e dificulta a implantação de soluções. Nesse contexto, exemplificado pela banalização da violência e o desafio de combate-la, salienta-se uma sociedade em decadência –fruto da falta de efetivação educacional- visto que, baseado no antropólogo Darcy Ribeiro, se não houver investimentos em educação e ela não for estabelecida, faltará dinheiro para construção de presídios. Dessa maneira, ao visualizar cidades como Medelin, na Colômbia, e países como a Coreia do Sul, conclui-se que a educação tem papel fundamental na construção de uma identidade social, e quanto maior o nível educacional, mais positiva será a identidade.

Portanto, notando-se os problemas ocasionados pela falta de efetividade educacional ou evasão escolar, medidas devem ser tomadas para atenuar o impasse. Destarte, é imprescindível a ação do Ministério da Educação, junto com as Secretarias Estaduais e Municipais, melhorando o ambiente escolar e estimulando o aluno a frequentar a escola, isso seria feito por meio de maiores investimentos em infraestrutura escolar e intensificação de campanhas publicitárias que estimulem a curiosidade e a busca por conhecimento. Além disso, cabe à escola conscientizar a família, para que esta acompanhe e direcione corretamente os jovens no ambiente extra escolar, recorrendo a debates e conversas com os pais. Assim, a evasão escolar diminuiria e a qualificação profissional e o senso crítico (nível educacional) da sociedade aumentariam.