Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 22/05/2022

Dentro da realidade brasileira há inúmeros casos de evasão escolar, por várias razões, impossibilitando as crianças e adolescentes de obterem sua formação escolar completa. Indubitavelmente, é perceptível que esse cenário é advindo da negligência estatal. Assim, entre os fatores que colaboram com essa adversidade, cabe elencar a necessidade do trabalho bem como a falta de auxílio ao aluno nos estudos durante à pandemia.

De início, é notório que a necessidade do trabalho gera a evasão escolar na realidade brasileira. Isso ocorre porque as crianças e adolescentes abandonam a escola para trabalhar, pois a renda familiar é precária e a condição de vida é extremamente ruim, sendo que nenhuma criança deve ser submetida a nenhum tipo de negligência. Prova disso, recai no artigo 5º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), lei nº 8069 de 13 de julho de 1990.

Além disso, percebe-se que a falta de reforço ao aluno durante esse período solidifica a evasão escolar no Brasil em sua realidade. Tal quadro advém da falta de apoio dos professores, que não tiveram um meio adequado para ajudar essses alunos, esclarecendo dúvidas nesse período pandêmico e gerando a repetência do aluno, levando o mesmo a desistir de seus estudos. A garantia disso, fundamenta-se no relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), constando que “mais de 172 mil alunos, entre 6 e 17 anos, abandonaram ou deixaram de frequentar a escola no Brasil”.

Diante ao exposto, é evidente que a evasão escolar na realidade brasileira é advindo da negligência estatal. Portanto, convém ao Estado em parceria com o Ministério da Educação (MEC), elaborar um projeto, com o intuito de solucionar esses problemas que resultam na evasão escolar dos indivíduos, como a baixa renda, a falta de assessoria, entre outros. Dessa forma, a porcentagem de pessoas que deixaram os estudos diminuirá, pois garantir a educação da população é garantir a ordem e o progresso da nação.