Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 21/05/2022
A novela Chiquititas, com ênfase no público infantojuvenil, tem como um dos enredos mostrar a história de um grupo de crianças que trabalham na rua para terem o seu sustento, abdicando dos seus direitos, como o da educação escolar. Fora da ficção, vê-se que essa situação, a saída da escola para o cumprimento de obrigações que não os cabem, é vista na sociedade e torna-se cada vez mais “normal” na visão social. Logo, verifica-se que no Brasil essa situação vem se agravando cada vez mais por conta da falta de recursos no âmbito familiar, causando para muitas crianças e adolescentes a perda de direitos.
A princípio, é discutível que o possível maior causante do abandono escolar é a desigualdade so-cial. Ela trás para os dias atuais muitos problemas, sendo um deles a desproporcional distribuição de renda na sociedade, o qual pode-se relacionar diretamente com o afastamento de jovens da escola. Segundo a análise Aprendizagem em Foco, a renda é um dos motivos que interferem no andamento dos estudos, sendo ela proporcional a qualidade da educação. E por esse motivo que muitas vezes crianças saem das salas de aulas, e vão ajudar seus parentes ou a si mesmos, traba-lhando nas ruas ou cuidando de casa, desobedecendo assim, algumas leis previstas pelo ECA, Estatuto da criança e do adolescente.
Em segunda análise, é visto como consequência do exposto que muitas infâncias são perdidas com a fuga escolar, pois, boa parte dela é feita nesse ambiente e para muitos sociólogos é um local onde há socialização secundária. Outrossim, a retirada da criança desse local é assemelhada como um “assalto” aos seus direitos,que segundo a Contitução Federal promulgada em 1988, todos os cidadãos têm direitos, sendo os básicos pra qualquer ser huamano : a saúde, a segurança e a educação; Porém, o último direito citado é o que nesse momento, passa de básico a escasso.
Portanto, para que essa questão, o abandono escolar brasileiro, venha a ser erradicada do meio, é necessário que ações governamentais sejam tomadas. De início o Ministério da Educação em con-junto com orgãos em defesa da infãncia como o ECA, Estatuto da criança e do adolescente, devem fazer levantamentos em escolas, buscando crianças que não estão frequentando-as e por meio disso entrar em contato com as famílias e responsáveis, trazendo âmbos para mais proximo siste-ma educional e dando-lhes os apoios necessários. Além disso o governo também deveria ceder e aprimorar recursos, primeiramente para as pessoas de baixa renda, tentando assim sanar alguns problemas causados pela desigualdade. E assim, em prol da educação de crianças e jovens que será possível modificar essa realidade brasileira.