Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 06/09/2017
Muitas crianças iniciam a estudar na escola com 4 ou 5 anos de idade, aprendem os nomes das cores, a ler, escrever e contar. Com o passar dos anos, algumas dessas crianças vão interrompendo os estudos, assim, não finalizando o ensino fundamental ou ensino médio. O nome dessa interrupção nos estudos se chama evasão escolar.
A evasão escolar era muito comum nos anos 70, 80 e 90, pois nesse período a qualidade de vida da população brasileira era muito baixa, assim, os jovens eram obrigados a parar o estudo, pois os pais não tinham condições de manter o filho na escola. O preço dos materiais era exorbitante, o governo não fornecia livros didáticos, dessa forma, os pais não conseguiam comprar os livros para todos os filhos. Era preferível que esses filhos trabalhassem na roça com os pais, do que estar estudando.
Atualmente, o governo aumentou o número de escolas públicas disponíveis e disponibiliza livros didáticos gratuitos para os estudantes utilizarem durante o ano letivo e ele deve ser devolvido no fim do ano. Foram criados programas sociais que auxiliam as famílias de baixa renda a se manter, no caso dessa família possuir filhos, para não perder o beneficio, as crianças e os adolescentes devem estar matriculados e frequentando as escolas.
Mesmo assim, muitos desses jovens não vão à escola, para trabalhar e ajudar a manter a família ou as meninas ficam grávidas e param de estudar para poder cuidar da criança. Há casos, que jovens que são evasivos se envolvem no mundo do crime e das drogas, devido a promessa de dinheiro fácil e rápido.
Segundos dados do IBGE, os casos de evasão são mais comuns em bairros mais humildes e o sucateamento das escolas publicas favorece mais ainda para o aumento desses casos. A população negra representa a maior parcela de jovens evasivos.
Para reduzir o número de evasão escolar, é necessário investimentos do governo na melhoria no sistema de educação pública, dessa maneira, os jovens sentirão atraídos a continuarem a estudar. As empresas devem oferecer bônus para os funcionários a terminarem o estudo básico e incentiva-los a estudarem o ensino superior.