Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 21/05/2022

É de comum acordo que a problemática latente da evasão escolar tem se agravado nos últimos anos. Conforme defendido no artigo 6 da Constituição Federal, todo cidadão deve ter o acesso garantido à educação, todavia, é evidente que o mesmo não se faz efetivo no cenário atual do país. Tal contradição se deve a uma série de fatores, dentre eles, a desigualdade social, que acarreta no ingresso precoce no mercado de trabalho.

Primeiramente, é notório destacar que a desigualdade social é um dos maiores agentes desencadeadores da evasão escolar. Respeitando os princípios relatados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, as escolas estão atentas à tal problemática, entretanto, a mesma não está preparada para entender os vários contextos sociais nos quais a educação está inserida e não supre completamente as demandas apresentadas pelos alunos, visto que, de acordo com o PNAD, 62% dos jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola, ou seja, são estudantes que estariam na fase final da vida escolar.

Ademais, cabe ressaltar que uma das motivações mais relatadas pelos que abandonam a escola é a inserção no mercado de trabalho, o que se torna um processo urgente reconhecido no dia a dia do cidadão brasileiro, como retratado em pesquisas do IBGE. Tal contexto envolve a necessidade de famílias carentes de complementar a renda, resultando na busca de alternativas para que o mesmo seja feito.

Com o objetivo de minimizar a evasão escolar, é dever do estado, agir quanto à desigualdade social, promovendo melhores condições de vida aos cidadãos, visando solucionar o problema através de auxílios às famílias carentes. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação promover inovações no sistema de ensino, tais como integração de práticas educacionais modernas e adaptação dos horários, para que não seja necessário o abandono escolar.