Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/05/2022
A Consituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, preve em seu artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro.Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a evasão escolar e a realidade brasileira, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante.Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o abandono dos estudos.Nesse sentido, tal problema vem permeando entre a sociedade e culminando numa série de problemas.Essa conjuntura, segundo os ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a pobresa como impulsionador do abandono escolar no Brasil.Segundo especialistas, as matrículas para o Ensino Médio caíram numa taxa absurda, comparado à média nacional.Diante de tal exposto, é notório que esse problema gera uma má qualificação dos estudantes, os impedindo de concluir os estudos e até realizarem seus objetivos de cursar um ensino superior.Logo, é inadmissível que esse cenário continue a pedurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos.Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio de uma campanha, desenvolva meios eficientes que evitem o abandono das escolas no País, a fim de inserir e controlar a regularidade de alunos nas redes de ensino.Assim, torna-se possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivização dos elementos elencados na magna carta.