Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 29/06/2022

A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, pre-vê, em seu artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase quando se obser-va a evasão escolar no contexto brasileiro, dificultando, desse modo, a universaliza-ção desse direito social tão importante. Desta maneira, faz-se imperiosa a análise do trabalho adolescência e a gravidez prematura.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que o trabalho na adolescência é um dos impulsionadores do problema. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tinha em 2019, 1,8 milhão de criança e adolescente em si-tuação de trabalho infantil. Sob essa lógica, há como consequência o abandono es-colar, devido a necessidade de jovens trabalharem para sobreviver e ajudar no sus-tento de sua família, em razão da falta de políticas públicas sociais, que ampare os cidadãos. Por conseguinte, acabam deixando a educação de lado, fazendo com que a saída precoce da escola seja uma realidade brasileira.

Ademais, é importante salientar a gravidez na juventude. Segundo o Governo Fe-deral, os casos registrados de mães jovens em 2020, foi de 380 mil. Sob esse viés, tem como consequência a incompletude do ensino, ocasionando, futuras dificulda-des para ingressar no mercado de trabalho sem uma formação acadêmica prévia.

Tal gestação, ocorre por causa da escassez de informações e medidas contracepti-vas gratuitas. Assim sendo, são de suma importância medidas que interfiram no problema.

Portanto, uma intervençaõ faz-se necessária. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação, principal órgão de educação do país, invista em publicidades, para conscientizar a população, por meio de televisão, rádio e internet, importantes meios de comunicação, a fim de que a informação sobre a gravidez na adolescên-cia seja ampliada.

Ademais, o Governo Federal, por meio de verbas governamentais, deverá garantir que os jovens de classe baixa, que necessitam trabalhar, ganhem uma verbal mensal a fim de ajudar no sustento da família e concluir sua formação acadêmica.