Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 09/09/2017
De acordo com o censo escolar, realizado em 2015, cerca de 1 milhão de jovens brasileiros entre 15 e 17 anos abandonaram seus estudos. Esse cenário denuncia a triste realidade de muitos jovens, que são privados do direito à educação básica e integral, garantido pelo Estado, e aponta a necessidade da mobilização de esforços para solucionar esse problema o quanto antes, já que suas consequências são negativas para todos os lados envolvidos.
A princípio, há de se levar em conta que a maior parte dos jovens que não completa seus estudos apresenta uma renda familiar baixa. Muitos jovens que são desfavorecidos economicamente decidem deixar a escola para começar a trabalhar logo, a fim de receber um salário para sustentar a própria família. Além disso, esse grupo, muitas vezes, não consegue dar conta de alguns gastos necessários, como transporte para a escola e a compra de materiais. Ainda, aponta-se um índice elevado de adolescentes, desse perfil, que ficam grávidas e decidem parar os estudos em troca do novo filho.
Todos esses motivos levam a evasão escolar que, por sua vez, tem inúmeras consequências negativas tanto para o jovem quanto para toda sociedade. O jovem que não completou os estudos enfrentará uma grande dificuldade de se inserir no mercado de trabalho, já que, todos os avanços tecnológicos, que continuam a aparecer no país, fazem com que o mercado exija, cada vez mais, uma mão de obra qualificada para o trabalho. Dessa forma, muitos ficarão desempregados, o que influenciará na própria qualidade de vida deles. Alguns estudos também apontam que o aumento da evasão escolar se relaciona com o aumento das taxas criminais e da violência, que afetam diretamente toda população.
Diante do exposto, fica evidente a necessidade de solucionar esse problema, haja vista as consequências sociais que trazem. Para isso, a escola deve reconhecer os alunos que abandonaram e procurar os motivos de cada um para propor soluções conjuntas. O Estado pode disponibilizar mais verba para proporcionar material e transporte gratuito aos mais necessitados. A família, essencial na construção moral do indivíduo, deve mostrar a importância de terminar os estudos e a dar incentivo à cada um. Só assim, o país terá um caminho livre para o desenvolvimento, que é inconcebível sem a educação.