Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 13/07/2022
A Constituição Federal de 1988 diz que a educação é direito de todos e dever do Estado, entretanto, a porcentagem de jovens e crianças que abrem mão dos estudos por causa de: gravidez, trabalho, falta de transporte e inserção no crime aumenta a cada ano. Seguramente, devido aos índices de evasão escolar dos últimos anos pouco se vê do Estado e do MEC ações que promovam o interesse dos alunos em terminar os ensinos fundamental e médio.
Em primeiro plano, convém ressaltar que, mesmo que a legislação brasileira exponha que é obrigatório a conclusão do ensino fundamental mais da metade da população acima de 25 anos não possui o ensino fundamental completo. É evidente que os maiores dos motivos para esse problema é a necessidade de trabalho e a gravidez indesejada. Comparando esse fato, os estudantes que mais avançam nos estudos são aqueles que possuem boas condições financeiras e a maior parte de meninas que engravidam nessa fase é pela falta de informação sobre as consequências que essa gravidez pode trazer para a mesma.
Outrossim, salienta-se que esse subgrupo ( de jovens) é o mais vulnerável, visto que, ao deixar os estudos por causa de trabalho a probabilidade de se anexarem em meios trabalhisticos com bons salários é muito baixa. Segundo o jornal JC mais de 77% dos jovens no Brasil têm emprego precário. Por certo, a conclusão dos estudos e a inserção de adolescentes em cursos profissionalizantes, como o técnico os qualificariam, entretanto, a educação e qualificação é esquecida e deixada para segundo plano, como afirma Calbucci (especialista em educação).
É evidente, portanto, a necessidade de medidas que solucionem os desafios impostos à garantia de educação no Brasil. Por isso, o MEC deve promover por meio de campanhas em todas as escolas do Brasil (em escolas públicas e privadas) a exposição da importância da conclusão dos estudos, e maneiras de atrair os jovens a voltarem a ter interesse nos estudos. Ademais, oferecer cursos técnicos nas escolas, de forma gratuita e remunerada como maneira de os incentivar a continuarem estudando e abrir portas para bons empregos futuramente. Dessa forma, a Consituição de 1988 se tornará de fato, uma realidade no país.