Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 19/07/2022

Segundo o Índice de Gini, o Brasil se encontra entre os 10 países com a maior desigualdade social do mundo. Referente à isso, a evasão escolar se dá pela ausência de recursos básicos nas casas brasileiras, como comida e higiene pessoal, levando as crianças ao trabalho informal desde muito cedo. Logo, faz-se mister o debate acerca dos geradores desse problema, como a falta de políticas públicas e a insuficiência legislativa.

A princípio, a falta de medidas governamentais urge como um grande protagonista. Segundo célebre personagem da política americana, Abraham Lincoln, a política deve servir o povo, e não o contrário. No entanto, no Brasil atual, pouco se vê de medidas dos líderes executivos para reduzir a desigualdade social, que acarretaria em menores casos de evasão escolar.

Além disso, a Constituição não se mostra eficaz para essas pessoas. Segundo a Carta Magna, todo cidadão tem direito à educação, lazer, saúde e etc., mas em contraponto

à isso, Gilberto Dimenstein em seu livro “Cidadão de Papel” diz que a Legislação Brasileira não se mostra efetiva além do papel, apesar de em tese, garantir tais direitos, isso não se reflete no dia-a-dia do cidadão.

Portanto, medidas se tornam necessárias para frear tal revés. O Congresso Nacional, órgão do Poder Legislativo, deve através de emendas e reformas, atualizar a Constituição Federal. Tal reforma deve abranger a evasão escolar com maior especificidade, garantindo à existencia de programas de permanência escolar aos alunos carentes. Espera-se dessa forma, que todo cidadão se sinta amparado pelo Estado.