Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 02/08/2022

A Primeira Lei de Newton, a lei da inércia, propõe que um corpo tende a permanecer em repouso quando não possui uma força atuando sobre ele. De maneira análoga, tem-se o perturbador índice de jovens fora das escolas que permanecem inertes, já que muitos desconhecem a importância da conclusão do ensino básico. Ademais, a persistência dessa mazela deve-se à banalização da falta de incentivo e ao descaso governamental.

Segundo Hannah Arendt, filósofa alemã, a banalidade do mal ocorre quando o indivíduo negligencia um determinado problema social. Paralelo a isso, é perceptível o desprezo de parte da sociedade para com a importância dos estudos, tendo em vista a falta de incentivo, por vezes, dos próprios familiares. Nesse sentido, soma-se o conceito de Arendt ao de Newton, pois ambos contribuem para o explicar da perpetuação desse mal.

Além disso, a Constituição Federal de 1988 assegura o direito de acesso à educação a todos os cidadãos brasileiros. Entretanto, muitas pessoas ainda não usufruem como deveriam desse direito, em virtude do descaso governamental. Com isso, grande parte deles são orbigados a abandonar a escola antes da hora, devido à desigualdade social. Tendo isso em vista, é necessário que o problema seja combatido desde a origem, ou seja, investindo mais na educação.

Logo, cabe ao governo instituir um comitê gestor—formado por um representante de cada área—, por exemplo, Ministério da Educação, diretores de escolas e mídias (televisivas, cibernéticas e impressas). Essa ação se dará por meio de um plano de combate, em que haverá maior direcionamento de verbas e campanhas informativas sobre a evidência da evasão escolar no Brasil. Isso será feito a fim de remediar a falta de incentivo e, também, o descaso governamental. Desse modo, ausentando a inércia da realidade brasileira.