Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 10/08/2022
De acordo com o Artigo 205 da Constituição Cidadã, a educação é direito de todos e dever do Estado e da família. Contudo, na atual conjuntura brasileira, muitos jovens são privados do acesso à educação, tendo que evadir a escola, devido a diversas situações, como a necessidade de ajudar a família economicamente. Nesse âmbito, faz-se necessária a análise de uma das causas dessa evasão, a entrada precoce dos jovens no mercado de trabalho e a importância da educação na formação do indivíduo.
Em primeira análise, devido à atual crise econômica no Brasil, muitos cidadãos estão em situação de vulnerabilidade. Nesse sentido, vale ressaltar que, de acordo com pesquisa do IBGE, 50% dos brasileiros vivem com até 2 salários mínimos. Tal realidade salarial não é compatível com os gastos básicos necessários, de acordo com estudo do DIEESE que estipula que o salário mínimo, na realidade, deveria ser 5 vezes maior que o atual. Dessa forma, muitos jovens são obrigados a, assim que possível, começarem a trabalhar. Dito isso, é importante que sejam garantidos meios materiais para a manutenção dessas pessoas nas escolas.
Ademais, a educação é importantíssima para a formação da pessoa como indivíduo e cidadão. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, toda criança e adolescente têm direito à educação, visando o pleno desenvolvimento de sua pessoa e o preparo para o exercício da cidadania. Dessa maneira, aqueles que que evadem do ambiente escolar estão tendo seu desenvolvimento como pessoa e cidadão afetados negativamente. Por isso, é mister que sejam ampliados os projetos voltados para a educação de adultos e jovens que não puderam terminar seus estudos no tempo normal.
Infere-se, portanto, que a evasão escolar é um problema gravíssimo e são necessárias ações efetivas contra tal situação. Destarte, o Ministério da Educação, órgão de maior relevância no tocante à educação no Brasil, deve, por meio das escolas públicas, ampliar as refeições dos alunos na escola e ofertar cestas básicas, buscando diminuir o número de abandonos dos estudos por motivos financeiros. Outrossim, o Ministério da Educação deve ampliar a oferta de aulas para adultos e jovens que tiverem abandonado previamente os estudos.