Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 23/08/2022
No filme “Escritores da Liberdade”, é retratada a história de uma professora que chega a uma escola de um bairro pobre, no qual os alunos se mostram rebeldes e sem vontade de aprender. Ao longo da trama, vários alunos acabam saindo da escola por considerar desnecessário para o seu futuro. Fora da ficção, nota-se que a problemática ainda ocorre na atualidade: a evasão escolar na sociedade brasileira. Tal problemática é fruto de uma necessidade de ingressar cedo no mercado de trabalho e um desinteresse por parte dos alunos.
Em uma primeira análise, é importante destacar que a necessidade de ingressar cedo no mercado de trabalho. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 62% dos jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola, muitas vezes adolescentes que vivem em condições precárias de vida e necessitam se inserir no mercado de trabalho para ajudar suas famílias. Dessa forma, percebe-se uma elitização dos estudos, enquanto tem criança com boas condições financeiras estudando, tem criança que tem que trabalhar para ajudar sua família, para não morrer de fome. Com isso, criando uma forte desigualdade social, causando uma falta de preparo para o mercado e da baixa remuneração pelos serviços prestados.
Ademais, é fundamental apontar o desinteresse dos alunos, como impulsionador do problema no Brasil. Segundo uma pesquisa feita pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) com os jovens de baixa renda, um dos principais motivos da evasão escolar é a falta de perspectiva do futuro com os estudos. Diante de tal exposto, ver-se que as instituições de ensino não são atrativas para os jovens, alinhada com baixa remuneração salarial e o desrespeito aos professores, acaba piorando a situação. Logo, é preciso que esse cenário seja revertido.
Portanto, cabe ao MEC remunerar melhor os professores através da destinação de verbas arrecadadas por meio de impostos pagos pela sociedade a fim de manter os professores satisfeitos e motivados a desempenharem um trabalho melhor com os alunos. Também é fundamental que o Ministério da Economia aumente o financiamento de programas sociais para que as famílias mais humildes sejam auxiliadas. Assim, seus filhos não precisarão abandonar a escola para trabalhar, tornando a sociedade mais igual para os estudantes.