Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 16/09/2022

Para a pensadora Chimamanda Adichie, mudanças no “status quo” - o estado das coisas - é sempre penosa. Nesse sentido, percebe-se uma dificuldade de mudançpa quanto à evasão escolar no Brasil, um problema comum em nosso páis, que ocasiona uma manutenção na desigualdade social e financeira. Dessa forma, observa-se um grave problema, que tem como causas, dentre muitas, a mentalidade social vigenta quanto à escolaridade e a ineficiência governamental nos sistemas de ensino.

Sob esse viés, pode-se considerar como fator determinante os pensamentos enraizados na sociedade. Sob o mesmo ponto de vista, de acordo com o Instituto Ipsos Mori, o Brasil já foi considerado o povo mais alienado do mundo. De fato, a ausência de conhecimento da população sobre a positividade de concluir os estudos básicos é preocupante, sendo tal ignorância um dos maiores agravantes para o desequilíbrio social no país, por ocasionar uma pseudo-estratificação, impedindo o desenvolvimento funcional. Logo, urge que informações sobre o tema sejam popularizadas para reduzir a desinformação.

Além disso, vale ressaltar que a omissão estatal perante os meios de ensino afetam a problemática. Conforme o sociólogo Thomas Hobbes, o “bem-estar social deve ser garantido pelo Estado”. Todavia, na prática, tal bem-estar não está sendo garantido para os jovens e outros estudades, haja vista que eles não recebem os amparos necessários para desenvolver sua carreira estudantil dento de suas situações individuais, com um foco principal para os alunos de regiões periféricas e baixa renda. Assim, o Estado deve ser responsabilizado por sua negligência.

Portanto, medidas devem ser tomadas para combater as situações discutidas. Para isso, as mídias de massa devem criar um programa, por meio de entrevistas com especialistas no assunto para dissipar socialmente a importância da escolaridade, a fim de modificar a mentalidade social que impera sobre o sistema de ensino e combater a evasão escolar. Tal ação pode, ainda, contar com entrevistas com a população para entender sua real situação e coletar ideias. Paralelamente, o Estado deve sair da inércia e contribuir para o aumento de jovens escolarizados. Desse modo, as mudanças no “status quo” não serão penosas.