Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 10/10/2022

A Constituição de 1988 -documento jurídico mais importante do país- prevê em seu artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. De maneira análoga, a evasão escolar torna a efetivação da lei ineficiente na realidade brasileira. Nesse sentido, faz-se necessário analisar a metodologia ultrapassada no ensino educacional, como também a marginalização social no Brasil.

Sob esse viés, é importante refletir como a educação desestimulante repercute no abandono da escola pelos jovens. Isso porque o modelo atual não corresponde com as expectativas dos alunos devido a sua baixa qualidade de ensino, a falta de tecnologia e a precariedade na infraestrutura, e assim, favorecendo o descontentamento com o conteúdo programático do ensino escolar. Segundo o G1, o presidente Jair Bolsonaro, em 2022, cortou 97% das verbas destinadas a reforma de escolas e formação de professores. Nesse contexto, o Estado ao retirar recursos financeiros direcionadas a educação, contribui para a falta de investimento e consequentemente, torna o modelo educacional atual menos atrativo e ultrapassado.

Outrossim, a desigualdade social é outro fator para o agravamento da problemática. Por conseguinte, a criança e o adolescente não vê a ascensão social por meio da educação levando-o a abandonar a escola e, em sua maioria, a se inserir no mercado de trabalho ou no mundo do crime. De acordo com o IBGE, o Brasil é o nono país mais desigual do mundo. Nesse sentido, a falta de equidade na distribuição de oportunidades gera uma desestruturação social que não garante ao jovem que a educação pode conceder uma elevação socioeconômica, bem como um futuro próspero.

Portanto, urge que o Estado, juntamente com Ministério da Educação, aumente o investimento na educação por meio de políticas públicas direcionadas a reformas escolares, a compra de aparelhos tecnológicos e a formação de professores qualificados, a fim de tornar o ensino educacional mais atrativo, bem como ofertar uma educação de qualidade. Ademais, o Governo deve desconcentrar a renda por intermédio de taxação progressiva dos contribuintes com mais patrimônios, com a finalidade de diminuir a desigualdade social. Para que, feito isso, a máxima de 1988 seja respeitada.