Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 02/10/2022

Sabe-se que a Constituição Federal de 1988, em suas linhas, garante a educação como sendo direito de todos os cidadãos e dever do Estado. Entretanto, na realidade, a situação é diferente, visto que muitos jovens não concluem a formação acadêmica devido à necessidade da entrada precoce no mercado de trabalho e à falta de incentivos provenientes do Estado. Dessa forma, faz-se necessário o debate acerca da evasão escolar e a realidade brasileira.

A princípio, a situação financeira e a urgência de uma entrada antecipada no mercado de trabalho a fim de ajudar financeiramente a família são fatores que influenciam a permanência na escola. Nesse contexto, segundo o IBGE, 39,1% dos jovens que abandoram a escola apontaram a necessidade de trabalhar como principal motivo. Em relação ao dado supracitado, nota-se um elevado número de indivíduos que necessitaram evadir das instituições de ensino para poder ter uma situação financeira melhor, sendo esse um problema pertinente na sociedade brasileira causado pela forte desigualdade social. Assim, a problemática é agravada pela necessidade de trabalhar dos jovens brasileiros.

Vale ressaltar, ainda, que o Estado possui um papel fundamental na permanência escolar dos cidadãos. Nesse sentido, de acordo com o pensador Sir Arthur Lewis, gastos com a educação não são despesas, mas sim, investimentos com retornos garantidos. Em consonância com o pensamento apresentado, o incentivo e o investimento estatal fazem-se necessários no processo de formação do indivíduo, sendo indispensável para a sua permanência nas instituições de ensino e para, futuramente, sua ascenção social e profissional. Logo, o incentivo estatal é primordial na vida estudantil dos brasileiros.

Dessarte, faz-se necessária a intervenção estatal. Dessa forma, o Ministério da Educação, órgão responsável pelo ensino no país, deve incentivar a permanência dos jovens nas escolas brasileiras. Para isso ser possível, a ação deve ser realizada por meio da criação de bolsas estudantis (valores entre cem e quinhentos reais) para os alunos que apresentarem ótima e constante frequência escolar e necessidades financeiras no ambiente familiar, a fim de que o número de estudantes que concluam o ensino médio cresça e a evasão escolar seja diminuída.