Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 21/09/2017

Se na Grécia Antiga o ensino era restrito a pequena parcela da população, no Brasil contemporâneo, nota-se um quadro descoincidente, o direito a educação tornou-se para todos como proa a Constituição de 1988. Contudo, a avultação da desistência de alunos nas escolas é uma realidade brasileira. Isso porque, o egresso é conseguinte da falta de apoio familiar à educação em consonância com a má renumeração dos docentes.

Em primeira análise, fica evidente que a evasão escolar perpetua no corpo social. Segundo Émile Durkheim, o individuo é coagido a pensar e agir de acordo com as regras prevalecentes de um grupo ou comunidade. Com isso, as crianças, que convivem com pais que não possuem o hábito de instigar a educação ou não oferecem suporte emocional para o crescimento didático dos filhos, o abandono escolar tende a ser mais propício. Desse modo, haverá continuidade do problema na esfera social.

Em segunda instância, é notório que apesar da ação governamental se fazer presente na educação ainda se pronuncia insuficiente para ser considerado progressista. Isso em razão de, a má renumeração dos docentes, que são os principais contribuintes para a formação do cidadão. O Governo não atribui ao professor o seu real valor, diferente do que acontece na Finlândia, país da Europa que é referência mundial quando se explana a educação, isso é resultante da valorização do professor ligado a liberdade do mesmo em exercer a profissão de forma autônoma. Dessa forma, faz-se emergencial a valorização do professor na sociedade.

Depreende-se, portanto, que a evasão escolar é um problema social brasileiro, porém há diversas formas de reverter a situação. Destarte, é mister, que a mídia por meio de seriados, novelas e redes sociais transmita e propague a importância do seguimento escolar para o próprio individuo e cenário nacional, e que o mesmo realize debates online no Facebook e Twitter incentivando a conclusão do Ensino Médio. O Governo Federal deve aumentar o salário dos professores e disponibilizar recursos didáticos eficientes e atualizados para a ministração de aulas. Ademais, é imperioso que o Ministério da Educação realize palestras ministradas por professores para pais e filhos, com o fito de alertar os pais sobre a importância que as ações dos próprios tem na formação e evolução educacional dos filhos. Assim, como afirmava o economista britânico Sir Arthur Lewis “A educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido.”