Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 31/10/2022

O romance filosófico “Utopia”- criado pelo escritor inglês Thomas More- retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, no entanto, diverge substancialmente da realidade contemporânea, uma vez que a evasão escolar ainda é uma problemática persistente no Brasil. Esse cenário antagônico é fruto tanto da inércia estatal quanto da vulnerabilidade econômica da população.

Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar que à débil ação do Poder Público possui íntima relação com o revés. Acerca disso, Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã” defende a obrigação do Estado em proporcionar meios que auxiliem o corpo social. Todavia, as autoridades, vão de encontro a ideia de Hobbes, uma vez que possuem papel inerte em relação a evasão estudantil e, por consequência disso, dados de uma pesquisa realizada pelo IBGE, em 2021, estima-se que cerca de 244 mil de crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos não frequentam a escola. Desse modo, é inadiável que a assistência a esses cidadãos, seja alcançada, a partir de medidas governamentais.

Além disso, a evasão escolar e a pobreza estão intimamente ligadas na realidade brasileira. Diante dessa perspectiva, a série “Segunda Chamada”, faz uma narrativa sobre o retorno dos adultos ao ensino formal, ressalta a necessidade imediata de geração de renda como um dos entraves da continuação dos estudos. Com efeito, a conclusão do Ensino Médio e o ingresso em uma universidade são convertidos em privilégios da classe dominante.

Portanto, faz-se necessário a implantação de medidas públicas para alterar esse panorma. Para isso, o Ministério da Economia e o Tribunal de Contas da União-

órgão responsável pela fiscalização financeira da pátria, direcionem capital que

possa ser revertido em um programa chamado “Valorização da Educação”. Tal

programa acontecerá por intermédio da criação de um auxílio monetário

concernete às famílias pobres com membros infantis, com a complentação

periódica da renda e com a distribuição de materias didáticos gratuitos. Diante disso, alcançar-se-á um foco voltado às atividades estudantis e a concretização da “Utopia” de More na socieda brasileira.