Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 25/10/2022
“A educação não tem preço. Sua falta tem custo”. A frase dita pelo pensador Antonio Gomes Lacerda reforça a importância da educação num contexto geral. Porém, ainda que haja um consenso a respeito disso, o problema da evasão escolar ainda é uma realidade brasileira. Tal fato ocorre devido a desigualdade social, que impacta na facilidade do acesso ao ensino, e a negligência governamental acerca tema. Por conta disso, é fundamental que haja um debate sobre o tema.
Primeiramente, destaca-se os dados levantados pela UNICEF, dentre eles, é citado que 5,5 milhões de crianças e adolescentes ficaram sem acesso à educação durante a pandemia da covid-19. Também é evidenciado que o principal problema citado para o grande número de jovens incapazes de acompanhar as aulas ocorria por conta da incapacidade de obter um equipamento eletrônico, necessário para acessar a sala de aula virtual. Ademais, esse fato explicita que a desigualdade social impacta diretamente na qualidade e na obtenção de ensino, afetando principalmente os estudantes de escolas públicas.
Nessa perspectiva salienta-se uma queda no investimento do governo em relação a educação. De acordo com a BBC, entre 2019 e 2021 o Brasil teve o menor investimento quando comparado com os anos anteriores. Ademais, tal ação foi totalmente contrária com os outros países, que em meio a pandemia, investiram mais na educação dos seus jovens, para evitar defasagens e a evasão escolar. Assim, é notável que o desinteresse governamental se faz presente diante do tema, dificultando cada vez mais e prejudicando o futuro dos brasileiros.
Por fim, diante das informações apresentadas, conclui-se que a desigualdade social juntamente com o desinteresse governamental acerca do tema dificultam o
acesso a educação no Brasil. Assim, é necessário que o Poder Legislativo passe a cobrar e faça cumprir a lei 205 da Constituição Federal, que garante o acesso a educação no Brasil, por meio do seu poder já adquirido. Tal ação deve ser cumprida o mais breve o possível, para que a defasagem escolar seja menor, assim, tendo o efeito necessário para minimizar os problemas em relação a educação, evitando os custos citados pelo pensador Antonio Lacerda.