Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 01/11/2022

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. Entretando, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, hava vista o aumento da evasão escolar. Nesse sentido, pode-se afirmar que a inoperância estatal e a desigualdade social são as causadoras desse problema.

Diante desse cenário, é lícito postular a ausência de atuação do Estado no que tange à educação dos jovens. Sob essa ótica, o filósofo Aristotéles acreditava que a política deveria ser articulada por homens que visam alcançar o bem-estar social. Todavia, contrariando o pressuposto aristotélico, é nítido que o copo social sofre com a má gestão da máquina pública, a qual, mesmo ciente do seu dever de promover a educação para todos, não atua incentivando os adolescentes a frequentarem as escolas, mediante estimulos financeiros para que eles não a abandonem. Tal adversidade gera como consequência um aumento significativo da evasão escolar brasileira, o qual precisa ser revertido imediatamente.

Outrossim, é importente salientar que muitos jovens precisam abandonar a escola para trabalhar e poder ajudar financeiramente sua família. Esse cenário nefasto pode ser exemplificado por uma pesquisa realizada pelo IBGE, na qual fica comprovado que o grupo de maior risco em praticar a evasão escolar é de jovens negros e de baixa renda. Desse modo, fica evidente a desigualdade social existente no país, visto que os jovens de classe alta concluem o ensino médio e ingressam na faculdade de em detrimento dos de baixa renda que em sua maioria nem concluem a escola. Logo, é perempotório a realização de projetos para reverter tal situação.

Portanto, cabe ao Governo Federal, enquanto instância máxima de administração executiva, realizar projetos que incentivem os jovens a não abandonarem as escolas, por meio da criação de um auxílio estudantil, que possa beneficiar a população carente, para que essa não precise trocar a escola por um emprego, além da realização de reformas nos colégios, buscando torna-los um lugar atrativo aos estudantes. Assim, espera-se, com tais ações, uma diminuição da evasão escolar, e consquentemente uma aproximação com a obra de Thomas More.