Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 03/11/2022
A evasão escolar no Brasil é um problema institucional crônico, no qual o aluno deixa de frequentar às aulas. Esse terrível problema está diretamente ligado a fatores socioeconômicos, pois afeta, sobretudo, os mais pobres, que deixam a escola para trabalhar ou por falta de infraestrutura e transporte adequado em suas regiões.
Primeiramente, é necessário destacar o caráter excludente da evasão escolar no Brasil, que se manifesta na necessidade, da criança ou jovem, em abandonar a escola para colaborar com a renda familiar ao trabalhar em serviços precários e informais. De acordo com o estudo Aprendizagem em Foco, a renda média entre os estudantes que evadem é de 436 reais, ou seja, encontram-se quase abaixo da linha da pobreza. Este cenário apresenta a marginalização ciclíca das populações mais pobres, que ao não obterem educação formal continuarão à margem da sociedade.
Ademais, tem-se que as populações pobres, por viverem em regiões mais distantes dos centros-urbanizados sofrem com a eficiência dos transportes, que levam até horas para chegar às escolas. Há, também, a falta de infraestruturas, que é perceptível na ausência de escolas em regiões distantes ou na precariedade das que lá se encontram. Isso faz com que o cumprimento da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que deve assegurar a permanência do aluno na escola e a formação de um cidadão integral falhe, porque ao evadir o aluno não desenvolverá plenamente suas faculdades cognitivas e será segredado.
Assim, a fim de erradicar a evasão escolar, o Estado, por meio do Ministério da Educação, deve oferecer um auxílio econômico aos alunos necessitados, condicionado não só a permanência na escola, mas também a boas notas. Para que, dessa forma, este indivíduo torne-se um cidadão pleno e desenvolvido em todas suas capacidades. Além disso, o Estado deve oferecer infraestruturas escolares a regiões distantes dos centros-urbanizados.