Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 07/11/2022

‘‘Se a educação sozinha não transfor a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda’’, explicitou Paulo Freire, importante educador brasileiro, ao ressaltar a importância da educação. No entanto, atualmente, o acesso à educação é limitado, devido a casos de evasão escolar na sociedade brasileira. Nesse sentido, a omissão estatal é um precursor a se pontuar, o qual faz emergir, consequentemente, diversas enfermidade para indivíduos que não têm o devido acesso escolar.

Diante disso, há de se notar a negligência do estado em garantir os direitos de acesso escolar. Sob tal ótica, a filósofa francesa Simone de Beauvoir, em seu con-cei-to ‘‘Invisibilidade Social’’, desenvolve o pensamento de que dados grupos soci-ais não usurfruem devidamente dos seus direitos, configurando-se a exclusão. Nes-sa perspectiva, muitos jovens brasileiros - principalmente aqueles que vivem em si-tuações periféricas - não possuem o devido acesso a necessidades básicas de aces-so como o transporte público, além de não serem efetivamente procurados pelo Instituto da Criança e do Adolescente (ECA) para a necessidade de permanência nas instituições e, portanto permanecem sem educação escolar. Assim, para que a evasão educacional seja eliminada, o Estado deve sair da inércia a qual se encontra.

Além disso, é válido observar os impactos de uma longe das escolas na vida das pessoas. Com base nisso, os comportamentos e a situação social que um indivíduo

se encontra sofre direta influência da sua trajetória educacional, algo que foi explícito na unânime obra ‘‘Cidadão de Papel’’, do escritor gilberto Dimenstein. Nesse viés, devido à pobre educação desenvolvida ao longo, muitos cidadãos se encontram em status sociais desfavorecidos, nos quais se configuram casos de insegurança alimentar, trabalho informal, renda escassa, entre outros, o que representa grave problema. Assim,

É urgente, portanto, medidas a fim de minimizar a evasão escolar. Com isso, as prefeituras municipais, por de recursos financeiros disponibilizados ao setor educacional, devem investir na dinamização do transporte das escolas, de modo a promover maior acessibilidade dos jovens à educação. Ademais, o ECA - responsável pelos direitos dos jovens - deve promover maior fiscalização para identificar casos de fuga, de modo a promover a reintegração do aluno