Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 07/11/2022
Promulgada em 1988, a Constituição Federal vigente assegura direitos fundamentais para a democracia e vida digna de seus cidadãos. Porém, a evasão escolar e suas consequências interferem no sistema harmônico do Estado Brasileiro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.
Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito sociocultural e suas implicações na temática. A evasão escolar no Brasil é provocada por: falta de apoio familiar, a necessidade de ir com antecedência ao mercado de trabalho e a dificuldade de locomoção ocasionada pela condição financeira desfavorável do estudante, que também interfere na alimentação e no vestuário para frequentar a escola com dignidade. Muitas vezes, o discente não tem local para realizar os deveres de casa, acesso à internet e material escolar. Todas essas dificuldades levam a criança e o adolescente ao problema, o abandono escolar.
Ademais, convém destacar as falhas estatais. De acordo com Pierre Bourdieu, “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”. Sob tal perspectiva, no Brasil, a passividade na reflexão crítica do brasileiro sobre o problema da evasão escolar sendo a realidade brasileira destoa do progresso de Pierre e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a matriz do imbróglio. Consequentemente, essa ausência de autocrítica funciona como base para a intensificação da dificuldade de inserção no mercado de trabalho, fato que, viola novamente a Constituição Federal. Destarte, analisar criticamente as relações sociais de um povo é essencial para dirimir o revés.
Portanto, entende-se que a evasão escolar é um obstáculo intrínseco de raízes culturais e governamentais. Logo, é necessário que o Governo Federal e o Ministério da Educação(MEC), criem ou reforcem projetos do Governo, como o Bolsa Família; e também apresentem o assunto aos espectadores por meio de programas midiáticos com o objetivo de mostrar as principais sequelas do problema. Feitos esses pontos, e com a criticidade proposta por Pierre Bourdieu, a sociedade verde e amarelo terá uma vida digna, como prevê a Constituição Federal.