Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 08/11/2022

Inclusão na educação

Em 1988, representantes do povo - reunidos em Assembleia Constituinte - instituíram o Estado de Direito, a fim de assegurar o direita à educação, como valor supremo de uma sociedade fraterna. Entretanto, a evasão escolar impede que os brasileiros experimentem esse direito constitucional na prática. Com efeito, a solução do problema pressupõe que se combata a desatualização do ensino e o desinteresse pelo aprendizado.

Nesse sentido, vale destacar que o modelo de ensino das escolas brasileiras é ultrapassado em um mundo cada vez mais dinâmico. Na Revolução Industrial as pessoas eram educadas de modo padronizado e sem estímulo ao senso crítico, de maneira que se formavam operários submissos ao “modus operandi” do sistema fabril. Nessa óptica, a pedagogia brasileira ainda continua presa aos métodos de ensino dessa época e não adere às tecnologias digitais e às novas demandas do mercado de trabalho, de forma a desestimular a ida dos jovens à escola.

Ademais, é importante salientar que a evasão escolar afeta a formação cívica do brasileiro. Na obra “Pedagogia do Oprimido”, Paulo Freire defende que a escola é capaz de ampliar os horizontes do indivíduo e livra-lo da opressão. Nesse âmbito, a educação se transforma em um grande propulsor na emancipação e formação do cidadão, de maneira a se tornar indispensável a qualquer pessoa.

Diante do exposto, torna-se necessário o combate a evasão escolar no Brasil.

Portanto, as escolas em parceria com o Ministério da Educação devem usar mecanismos de permanência dos estudantes, por meio da implementação de tecnologias digitais nas salas de aula, juntamente com ampliação de verbas para merenda escolar e formação profissionalizante - com o fito de tornar a educação mais atrativa aos jovens, além de se aliar aos interesses do mercado de trabalho. Assim, será valido os preceitos prescritos na Carta Magna.