Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 09/11/2022

Nos quadrinhos da série “X-men”, a personagem telepata, Jean, conta ao professor Xavier que abandonou o colégio para trabalhar, pois o ambiente em que estudava não lhe mostrava nenhum futuro, senão se tornar uma marionete social. De semelhante forma, a questão da evasão escolar é predonimanete na realidade brasileira. Destarte, é válido ressaltar a problemática entrelaçada à estrutura educacional do Brasil e à vulnerabilidade social.

Em primeira análise, é importante destacar que a estrutura educacional do Brasil não é a mais adequado para o aprendizado e a permanência na escola. Isso acontece pois, até hoje, predomina o “ensino tradicional”, no qual o professor é o ativo, enquanto o estudante é o passivo e deve aprender conforme devido padrão. Acerca disso, observa-se uma desmotivação por parte do aluno em aprender, o que leva à evasão escolar, visto que, segundo “O Globo”, 2/5 dos entrevistados abandonaram a escola por não a considerar interessante. Assim, fica claro que a estrutura educacional deve ser aprimorada.

Outrossim, outro obstáculo para evasão escolar no Brasil é a carência de recursos básicos para população. Tal entrave ocorre porque a educação esbarra com a falta de urbanização e a miséria de lugares negligenciados, uma vez que não há como aprender e, muitas vezes, frequentar o colégio convivendo com a fome e a ausência de infraestrutura. A esse respeito, cabe citar a frase do filósofo Thomas Hobbes: “O Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos”. Logo, além de usufruir dos benefícios do ensino, os serviços básicos precisam ser oferecidos à população por intermédio do poder estatal.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas para mitigar a evasão escolar na realidade brasileira. Nesse viés, o Ministério de Educação deve promover capacitação para os docentes sobre uma nova metodologia de ensino, com o intuito de que a aprendizagem seja efetiva e interessante. Ademais, o Ministério Público Federal precisa fiscalizar a oferta de serviços básicos, como saneamento e a alimentação, por intermédio de visitas a locais carentes, a fim de que esses fatores auxiliem na educação. Dessa forma, a história de menos jovens irá se assemelhar à da personagem Jean.