Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 11/11/2022
Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista, desenvolveu, em uma de suas obras, uma “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas e ignoradas. Segundo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, valorizar também a problemática da evasão escolar na realidade atual brasileira. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a essa temática, é importante analisar a negligência governamental e a grande desigualdade social como principais característica do abandono escolar.
De início, cabe pontuar que a falta de investimentos nas instituições públicas de ensino se mantém em decorrência da ineficaz atuação estatal. Para o absolutista Maquiavel, o Estado deve ser o responsável pelo bem-estar da sua população. Percebe-se, no entanto, uma deturpação desse ideal no Brasil quando se refere aos meios disponibilizados a comunidade, para assim, conter, a falta de estudantes nas salas de aula. Á vista disso, pode-se compreender que por falta de assistência comunitária adequada, o estudante brasileiro sofre, ainda atualmente, com poucas opções para concretização acadêmica, como por exemplo, a falta de ônibus escolares para suprir toda demanda estudantil. visto que com baixas opções de transporte, torna-se inviável que os alunos consigam chegar até as instituições. Assim, conclui-se que o poder público atua como agente perpetuador dessa problemática, sendo necessária uma urgente mudança de conduta governamental.
Ademais, cabe destacar que a desigualdade no ambiente educacional se mantém em decorrência da baixa renda de grande parcela da população no Brasil. Segundo o IBGE, em 2018, mais de 60% dos brasileiros sobrevivem com menos de um salário-mínimo por mês. Percebe-se, com isso, que a evasão escolar se deve ao fato de os jovens mais pobres serem praticamente obrigados a largarem os estudos, para assim trabalhar e ajudar na renda de suas famílias. Logo, faz-se urgente a mudança dessa realidade abjeta nacional.
Infere-se, dessa forma, que o Estado deve aderir a providencias catalisadoras, a fim de solucionar a falta de investimentos na área educacional e suscitar medidas educativas para pôr fim a desistência educativa. Para isso, o Governo Federal -Haja vista ser provedor de políticas públicas- de investir por meios de projetos que vise