Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 11/11/2022
Na pintura “Abaporu” da artista Tarsila do Amaral, a figura de um indivíduo com o tamanho descomunal do pé e da mão em contrariedade com a forma reduzida da cabeça é retratada. Tal obra exemplifica o trabalho brasileiro supervalorizado em detrimento da busca pela sapiência, o que leva muitos jovens e adolescentes brasileiros a deixarem a escola, movidos pelo desinteresse ou pela necessidade financeira. Desse modo, é essencial observar a desigualdade social e a falta de educações inclusivas como pilares da problemática.
Primordialmente, é imprescindível reconhecer que a desigualdade social é um fator chave para o abandono das escolas. De acordo com o artigo 6° da Constituição federal, todos têm direito à educação, ao lazer e à infância, dentre outras coisas. O Estado, no entanto, falha em prover situações que garantam o ensino escolar, visto que não dispõe de melhorias para as camadas mais baixas. Por conseguinte, jovens e adolescentes, movidos por esse cenário conflituoso, abandonam as escolas para exercerem o papel de provedores do lar. Evidencia-se, portanto, uma clara negligência estatal no assunto.
Outrossim, a falta de atividades inclusivas é um agrave para a evasão colegial. De acordo com o Departamento da Psicologia Escolar e do Desenvolvimento (PED), apenas cerca de 24% dos alunos conseguem absorver conteúdos prestando atenção nos mentores e anotando as informações. Tal quadro é preocupante, pois uma maioria que tem dificuldades com o ensino padronizado é levada ao desânimo e à desestimulação para aprender, o que gera o afastamento da instituição. Assim, faz-se necessário uma reforma nas metodologias educacionais.
Em suma, as causas que levam à evasão escolar devem ser exterminadas. Para que isso aconteça, o governo deve acabar com a desigualdade social, mediante o apoio financeiro para famílias de baixa renda, a fim de tirar a preocupação dos estudantes envolvidos nessa situação. Ademais, a Secretaria de Educação deve modificar o padrão de ensino das escolas, por meio da apresentação de programas didáticos de instrução para os alunos, como música e dança atreladas ao aprendizado, com o fito de estimular o saber. Enfim, com a queda da evasão escolar, a população se divergirá do Abaporu de Amaral.