Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 25/09/2017

Se na Grécia Antiga o ensino era restrito à classe alta da população, no Brasil contemporâneo, nota-se um quadro descoincidente, o direito à educação tornou-se para todos como prova a Constituição de 1988. Contudo, a avultação da desistência de alunos nas escolas é uma realidade brasileira, uma vez que o egresso é conseguinte da falta de apoio familiar à educação em consonância com a má renumeração dos docentes.

Primordialmente, fica evidente que a evasão escolar perpetua no corpo social. Conforme Émile Durkheim, o individuo é coagido a pensar e agir de acordo com as regras prevalecentes de um grupo ou comunidade. Sendo assim, para crianças que convivem com pais que não possuem o hábito de instigar a educação ou não oferecem suporte emocional para o crescimento didático dos filhos, as crianças crescem agindo da mesma forma e praticará o mesmo com seus futuros filhos. Desse modo, haverá continuidade do problema na esfera social.

Além disso, é notório que apesar da ação governamental se fazer presente na educação ainda se pronuncia insuficiente para ser considerada progressista. Isso em razão da má renumeração dos docentes, que são os principais contribuintes para a formação  do cidadão. O Governo não atribui ao professor o seu real valor, diferente do que acontece na Finlândia, país da Europa que é referência mundial em relação a forma de ensino e educação, isso é resultante da valorização do professor ligado à liberdade do mesmo em exercer a profissão de forma autônoma, segundo afirma os estudantes finlandeses que promovem a forma dos professores lecionarem como a principal causa do bom desempenho dos alunos a exames internacionais como o PISA (Exame Internacional de Avaliação de Estudantes), matéria essa fornecida pela revista educação. Dessa forma, faz-se emergencial a valorização do professor na sociedade.

Depreende-se, portanto, que a evasão escolar é um problema social brasileiro, porém há diversas formas de reverter a situação. Destarte é mister que a mídia por meio de seriados, novelas e redes sociais transmita e propague a importância do seguimento escolar para o próprio individuo e cenário nacional, e que o mesmo realize debates online no Facebook e Twitter incentivando a conclusão do Ensino Médio. O Governo Federal deve aumentar o salário dos professores e disponibilizar recursos didáticos eficientes e atualizados para a ministração de aulas. Ademais, é imperioso que o Ministério da Educação realize palestras ministradas por professores para pais e filhos, com o fito de alertar os pais sobre a importância que as ações dos próprios tem na formação e evolução educacional dos filhos.