Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 25/09/2017
Napoleão, imperador francês auto-coroado, conduziu uma reforma educacional profunda em seu país. Ele instituiu a criação de novas escolas em praticamente todo o território francês e, assim, democratizou o princípio iluminista de acesso a educação. Séculos depois, no Brasil, apesar de desses direitos terem sido herdados da Revolução Francesa, ainda não são todos que podem ou querem estudar. Nesse sentido, a evasão escolar ocorre, principalmente, pela baixa motivação dos alunos e pela da persistência do trabalho infantil como realidade.
Em primeiro plano, a desmotivação dos estudantes brasileiros influencia na decisão de largar os estudos. Nesse contexto, o sistema escolar brasileiro é muito conteudista, prezando mais por matérias teóricas do que praticas, o que o torna alheio a realidade do aluno. Essa abstração excessiva acaba diminuindo a vontade do aluno de estudar, e pode causar o possível abandono do curso escolar pelo aluno.
Cabe ressaltar, também, que a evasão escolar é causada pela existência do trabalho infantil em terras brasileiras. Nesse sentido,no Brasil, país subdesenvolvido e desigual, muitas crianças e adolescentes precisam trabalhar para complementar a renda familiar e garantir suas sobrevivências. De fato, conseguir se alimentar é uma prioridade na vida do jovem, e a educação acaba se tornando um luxo que ele não pode arcar com. Entretanto, o direito à educação é constitucional, então não ser necessário sua colocação em segundo plano.
Torna-se evidente, portanto, que o abandono escolar tem como fatores decisivos para sua manutenção o trabalho infantil e o desinteresse dos alunos. Para solucionar essa problemática, o MEC deve introduzir materiais didáticos com conteúdos mais contextualizados para cativar o interesse do estudante. Além disso, o poder executivo deve criar programas de incentivo monetário para quem possuir baixa renda e tiver seus filhos matriculados, a fim de inibir a necessidade de trabalho infantil. Apenas assim, o Brasil poderá se auto-coroar um país igualitário no acesso à educação.