Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 16/10/2017
Asas de aprendizagem
É inegável que, diante dos relevantes avanços alcançados pela sociedade, a evasão escolar esteja em ápice no Brasil. É imprescindível analisar as causas e consequências para a ocorrência do movimento e desenvolver planos educacionais que nasçam da realidade social vigente para gerar interesse nos alunos. Além disso, cabe mostrar também os principais impactos sociais mediante ao aumento na proporção de indivíduos saindo da base educacional. Nessa perspectiva, é preponderante que haja mudanças na sociedade para o estabelecimento de um cenário positivo na realidade brasileira.
Sob essa ótica, é necessário avaliar que a falta de recursos e infraestrutura é um dos motivos para a ocorrência de tal fato, principalmente no âmbito público. Além disso, vale abordar que na contemporaneidade a falta de interesse está na raiz do diagnóstico sobre a evasão como também o excesso de conteúdo, a ausência de contextualização, a falta de foco dos alunos e a monotonia em que não há o incentivo a participação e ao debate entre os indivíduos. Concomitante a isso, afirma-se que a necessidade de trabalho e renda gerada pela condição social constitui como outro ponto para a evasão, ao passo que, a entrada no mercado de trabalho acomete a interrupção dos estudos. Com isso, a dificuldade em ingressar no ensino superior, torna-se mais um fator de desistência.
É determinante estabelecer, portanto, que as consequências da evasão abrangem o campo social, econômico e político. Cabe salientar, por isso, que há o aumento da violência e criminalidade, ao passo que os indivíduos tornam- se obsoletos e ociosos, à medida que desistem da base educacional e tentam de diversas formas encaminhar suas vidas. Além desse argumento, avalia-se que o gasto com as instituições é desperdiçado e a arrecadação é prejudicada, pelo fato de não haver o uso dos materiais e outros subsídios. Diante do exposto, a aproximação do conteúdo ao universo digital deve ser estimulado a fim de gerar desafios e resolver a dificuldades dos alunos.
O posicionamento em relação aos aspectos avaliados requer ações contínuas. A princípio, as escolas devem promover um trabalho em conjunto à família a fim de corrigir problemas, desenvolver a disciplina e melhorar a relação professor/aluno, como por exemplo, com a iniciativa de ajudar o aluno até mesmo em casa. Outra medida importante efetivada pelo governo é promover a melhora na infraestrutura escolar com laboratórios, aulas práticas e espaços de lazer para proporcionar uma maior integração e dinamismo de aprendizado. Com isso, acredita-se em escolas que sejam asas aos indivíduos e não apenas gaiolas, como argumenta Rubem Braga.