Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 20/04/2023
O documentário brasileiro “Contraturno” acompanha a vida dos jovens Vitor e Renata, estudantes do ensino médio, que têm que conciliar o estudo com o trabalho, para ajudarem na renda de suas famílias, o que os faz pensar em largar os estudos. Fora da ficção, uma parte dos jovens brasileiros passam pelo mesmo dilema, considerando que na realidade do país a evasão escolar é crescente, principalmente por conta da negligência estatal e da desigualdade social.
Diante disso, a negligência estatal é um dos agentes da evasão escolar. De acordo com o INEP, 90% dos evasores, do ensino médio, eram estudantes de escolas públicas. Assim, pode-se perceber que as escolas administradas pelo Estado tem um índice de evasão muito maior do que as privadas, isso se dá devido à falta de investimentos na educação pelo estado , o que faz com que o ensino seja mais defasado, com livros com linguagens mais antigas, professores não tão
qualificados e um afastamento da era digital, sem aulas de informática ou aparelhos eletrônicos para serem usados durante as aulas, o que desestimula o aluno a estudar.
Além disso, a desigualdade social também é uma das causas do abandono escolar no Brasil. Segundo o IBGE, 86% dos alunos que deixaram o ensino médio tinham como renda familiar apenas um salário mínimo. Dado o exposto, pode-se entender que a condição financeira familiar afeta na continuidade dos estudos de um estudante do ensino médio, porque como já não são mais crianças podem arrumar um emprego para ajudar no sustento da família, o que atrapalha muito os estudos, devido à carga horária e falta de tempo para realizar atividades escolares.
Desse modo, a evasão escolar é extremamente prejudicial para a sociedade brasileira e, por isso, deve ser combatida. Portanto, cabe ao governo federal, junto ao Ministério da Educação, auxiliar financeiramente as famílias de estudantes, do ensino infantil ao médio, que têm como renda até dois salários mínimos, por meio de um programa de transferência de renda chamado Auxílio Estudante, o que fará com que os jovens passassem a não desistir dos estudos devido à condição financeira em que estão e tornará histórias como as de Vitor e Renata praticamente inexistentes.