Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 04/10/2017
Na Roma Antiga, a educação oferecida pelo Estado era restrita apenas aos ricos. Contudo, nos dias atuais, no Brasil, mesmo com o ensino público, se depara com a evasão escolar alta, na qual segundo pesquisas feitas pela PNUD, o país tem a terceira maior taxa entre 100 países. Entrementes, essa problemática possui firmes sustentáculos na falta de interesse dos alunos e necessidade econômica.
Primeiramente, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas, cerca de 40% dos estudantes de 15 a 17 anos desistem dos estudos no ensino médio por desinteresse. Nesse ínterim, esse dado demonstra a necessidade de investimentos nos âmbitos escolares e nos professores, para que o aluno se interesse e queira ir para escola.
Dessa forma, se esse quadro não for revertido, irá existir menos cidadãos capacitados em diversas áreas que necessitam de mão desse grau de escolaridade. Ademais, em alusão ao sociólogo Pierre Bourdieu, em que as estruturas sociais são incorporadas inconscientemente no indivíduo. Assim, muitos jovens são obrigados a trabalhar - gravidez indesejada e baixa renda familiar- e ajudar no sustento de sua família, influenciando no seu desenvolvimento educacional.
Fica perceptível, dessarte, que cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, com parceria com o setor privado - empresas -, faça por meio de investimentos nos locais educacionais públicos, com o intuito de torná-los atrativos para seu alunos, com modernização nas instalações, cadeira confortáveis, lousas digitais, acesso à tecnologia, aperfeiçoamento dos docentes e bolsas de estudo para alunos de baixa renda. Outrossim, também, os pais, por meio do diálogo devem conscientizar seus filhos sobre a importância do estudo em suas vidas - melhores salários e conhecimento -, ademais, devem cobrar dos parlamentares a ajuda de custo em lei para aqueles que precisam, por intermédio de manifestações e representações políticas.