Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 12/06/2023
No filme “Escritores da Liberdade”, Erin Gruwell, uma professora récem-formada, se depara com o desafio de lecionar para o 1º ano do Ensino Médio em uma escola periférica. Nesse contexto, os alunos são jovens marcados pela violência e que não objetivam concluir a educação básica. Assim como na obra cinematográfica abordada, observa-se que, existe uma problemática relacionada a evasão escolar no Brasil. Logo, faz-se necessário buscar a mudança de tal cenário via combate das principais causas: a negligência governamental e a indiferença social.
Diante do exposto, cabe destacar a ineficiência da ação estatal perante o problema. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, a falta de acesso a educação básica por parte dos brasileiros contrapõe as ideias do filósofo, visto que esses indivíduos, geralmente oriundos de famílias desestruturadas, enfrentam dificuldades para terminar os estudos. Nesse aspecto, a necessidade de ingressar no mundo do trabalho para ajudar na renda familiar é um empecilho que carece de resolução. Desse modo, fica claro o desinteresse estatal na manutenção do bem-estar de toda população.
Ademais, é válido ressaltar a omissão social diante dessa situação. Nesse sentido, é lícito referenciar a filósofa Hanna Arendt, em sua teoria “Banalidade do Mal”, na qual ela defende que a sociedade contemporânea se cala diante de determinados problemas sociais, deixando situações de injustiça e desigualdade passarem despercebidas. Sob esse viés, é notório a incidência desse pensamento na questão da evasão social, dado que grande parcela da sociedade brasileira não se manifesta de maneira expressiva diante dessa conjuntura. Sendo assim, nota-se que há pouca pressão social para que ocorra uma mudança efetiva desse cenário.
Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse da evasão escolar no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Educação (MEC) mapear, por meio de verbas governamentais, a identidade de cada comunidade escolar. Essa ação deve ser realizada em parceria com os profissionais da educação, de modo que as aulas sejam preparadas de acordo com a realidade dos estudantes, tornando-as mais atrativas e prazerosas. Assim, espera-se que o problema seja diligentemente erradicado.