Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 05/10/2017

A citação pitagórica: “Educai as crianças e não será preciso punir aos homens” pode ter como exemplo de não aplicação a atual situação social brasileira, visto que o número de jovens que abandonam as escolas cresce proporcionalmente à taxa dos mesmos envolvidos com atividades ilegais. Essa realidade é um dos maiores desafios enfretados pelo país, pois não esta relacionada apenas com prejuízos pessoais às crianças, mas também afeta diretamente a segurança e economia federal.

Como foi dito, além de problemas como analfabetismo funcional, baixa oferta de empregos e difícil emancipação social, o abandono escolar por parte de crianças e adolescentes é tangencial ao aumento da prática de atos ilícitos, incluindo o aliciamento de menores de idade para o crime, e consequente colaborador com a deficiência de mão de obra qualificada, que por sua vez, facilita o chamado “inchaço no setor terciário”, que engloba empregos informais, sem controle governamental.

De acordo com pesquisas, a maior parte dos grupos que evacuam das escolas são os que mais necessitam dessas, ou seja, classificam-se como detentores de baixa renda. Os motivos para o ato variam desde necessidade de trabalho informal para complemento da renda familiar à deficiência de estrutura adequada ou até ausência dessas, o que também incentiva o desisteresse por parte de jovens e carência de motivação familiar e pedagógica.

Com base nisso, muito se tem feito pelo governo em conjunto com instituições educacionais. Projetos que buscam dar maior visibilidade à importância didática estão sendo levados para todos pontos do território brasileiro. Além do aumento na divulgação de concursos públicos que visam dar maiores oportunidades para jovens interessados no ingresso em ensinos superiores. Com isso, é demonstrado que os órgãos públicos se preocupam com futuro da educação e apontam para o melhor dele.

Em suma, tem-se que apesar dos esforços governamentais, ainda necessita-se de um maior foco na estruturação dos estabelecimentos de ensino e procura pela amenização das diferenças das instituições públicas e privadas da educação, de modo que as oportunidades profissionais sejam igualitárias para todas as classes sociais. Ademais, deve ser difundido a essêncialidade de educação e indispensável superação dos atuais desafios no setor, que será defendido neste texto baseado na frase aristotélica: “A educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces.”