Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 30/10/2017

Quebrando os muros

No filme “The Wall”, os aulistas revoltaram-se contra uma escola que não as representava e disseram que não era preciso receber a educação que lhes ofereciam. No Brasil atual, há uma crise escolar séria em que as instituições de ensino não têm atratividade  para o jovem, pesquisas do IBGE apontam que acadêmicos sentem-se casa vês mais insatisfeitos com os ginásios. Os educadores brasileiros levam em consideração que é preciso encaminhar a escola a inovar-se à geração presente, e não exigir que os estudantes se adaptem a um modelo ultrapassado.

Primeiramente, professores de todo o Brasil já debatem maneiras de reinventar a educação para o século XXl. De acordo com Ivan Ilich:  “A escola é uma das múltiplas instituições públicas que exercem funções anacrônicas”. Colégios ainda hoje são pensados como fábricas de produção em massa inventadas no mesmo período de surgimento da educação pública, educandos são tratados igualmente recebendo mesmos conteúdos, para estudar durante um mesmo determinado tempo e sempre com mesmos sistemas de avaliação. Máquinas e indústrias já foram atualizadas, mas a educação não.

Para além do sucateamento da escola tradicional, muitos estudantes afastam-se da escolarização devido a inviabilidade em manter a frequência acadêmica. Muitos alegam motivos de doenças, responsabilidades domésticas, falta de transporte ou responsável que os conduza e distância elevada. Mesmo em vista disto, o ministério da educação não demonstra interesse em aproximar tais casos da educação, e sim, perpetuar a obrigação deste em comparecer ao ginásio.

Em vista das circunstâncias brasileiras, enquanto não houver modernização nas bases de educacionais o país permanecerá com academias arcaicas e ensino viável a poucos. Para solucionar o problema, o Ministério da Educação deve legalizar a possibilidade de um ensino doméstico para estudantes com acompanhamento das secretarias de educação municipais e realizar exames periódicos que avaliem o andamento dos estudos, assim os jovem poderão ser educados de forma mais coerente com suas realidades. Com esta modernização, as cobranças de “The Wall” serão atendidas.