Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 23/10/2023

Segundo o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar da população. Contudo, diante dos inúmeros casos de evasão escolar, nota-se que o governo federal ainda não atribui a devida importância ao assunto, e essa realida-de brasileira precisa ser revisada. Por isso, é importante abordar problemas como a deficiência escolar, no que tange ao assunto, e as poucas ações tomadas para incentivar os jovens a completarem o ensino básico.

Nesse contexto, é necessário observar que o abandono escolar é um tema pou-co discutido no cenário educacional. Acerca disso, de acordo com a professora dou-tora em educação, Vera Maria Candau, o sistema de ensino está preso aos moldes do século XIX e não se atenta às inquietudes hodiernas. De maneira análoga à ideia da intelectual, muitas escolas focam no conteúdo acadêmico e deixam em segundo plano o desempenho e o interesse dos alunos em relação às matérias que eles não vêem utilidade prática. Logo, essa negligência dos educandários colabora para o desvio de suas atenções para assuntos que eles julguem mais pertinentes - como ingressar no mercado de trabalho prematuramente.

Também, como consequência dessa alienação, percebe-se que muitos estudan-tes não são incentivados a enxergar as resoluções benéficas de uma boa formação educacional, por exemplo a transformação curricular que gera destaque entre ou-tros candidatos a uma vaga de emprego. Nesse sentido, conforme o filósofo Herá-clito de Éfeso, nada é permanente, exceto a mudança, ou seja, a sociedade está propensa às mutações. No entanto, se o Estado não agir de forma a corrigir esse imaginário popular intrínseco à escola, os jovens continuarão a abandonar as instituições em troca de atividades que lhe proverão resultados rápidos.

É indubitável, portanto, que a realidade brasileira de evasão escolar configura-se como um impasse que precisa de solução. Logo, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pelo ensino no Brasil - incluir na grade escolar aulas e palestras que revelem aos estudantes não somente matérias conteudistas, mas também o porquê de eles estarem-nas aprendendo, por meio de investimento e incentivo go-vernamental, com o objetivo de promover o pleno entendimento sobre as terríveis consequências de desistir da base formadora dos cidadãos.