Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 13/04/2018

É indubitável que a evasão escolar é frequente ponto de preocupações, debates e aspectos inferiorizantes no Brasil. Desde a Revolução de 1930 em diante, durante a Era Vargas, quando a Constituição de 1934 possibilitou que uma parte dos brasileiros tivessem acesso à educação e, por conseguinte, frequentassem as escolas. Porém, muitas pessoas acabaram não concluindo o ensino básico e médio devido à desistência e por necessidade, já que o trabalho, muitas vezes, se torna mais fundamental do que o estudo, apesar da sua importância. Hodiernamente, o impasse persiste, já que muitos jovens abandonam o âmbito escolar por emprego e pela falta de incentivo dos próprios responsáveis. Pode-se perceber, portanto, que as raízes históricas provenientes do governo getulista e a ausência de estímulo dos pais dificultam a resolução da questão.

Considerando-se a vasta miscigenação de raças e etnias, incipiência histórica do período varguista e inexistência de informações aos jovens sobre a importância do ensino fundamental e médio, é de grande percepção e naturalidade que a nação, atualmente, abrigue extensa pluralidade e preocupação no que se refere ao fato de haver um constante abandono escolar, já que o estudo, nos dias atuais, é de extrema importância. Entretanto, há uma sobrecarga alta de conteúdos no currículo formacional dos adolescentes o que faz com que esses tenham reprovações e, consequentemente, desinteresse de frequentar as aulas.

Geralmente, o afastamento dos  mancebos do ambiente educacional provém de motivos trabalhistas, mas a geração nem-nem, descendência que não trabalha e nem estuda, também é um dos fatores que leva os estudantes a deixarem de estudar, já que ser sustentado e ficar o dia todo na internet, entre outros entretenimentos, é mais conveniente do que estar em uma sala da aula.

Convém, desse modo, ao Ministério da Educação promover, com uma parcela dos impostos públicos fornecidos pelo Governo, palestras com psicólogos e acadêmicos do ensino superior nas escolas públicas e privadas de cada região brasileira sobre como o ensino básico, médio e, inclusive, técnico são relevantes no mercado de trabalho. Além disso, esse órgão deve exigir que os métodos avaliativos sejam realizados de diversas maneiras para que não haja frustração nos estudantes e uma sobrecarga menor de matérias que não sejam de extrema importância. Ademais, o Conselho Tutelar deve, fiscalizar e com a ajuda de assistentes sociais e psicólogos, procurar os estudantes que acabam desistindo de frequentar as aulas e concluir seus estudos para orientar esse jovem sobre a importância do estudo e aos pais, no qual muitas vezes se conformam, de como reverter essa situação. Afinal, um país que já privo muitos cidadãos, devido à cor e condição financeira, de estudar é digno de estudantes formados.