Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 26/10/2017

É incontrovertível o índice de alunos que deixaram o ambiente escolar na contemporaneidade. Tal fato baseia-se, muitas vezes, no modo de vida em que esses estão inseridos, pois, conforme Karl Marx, não é a consciência do indivíduo que lhe determina o ser, mas o oposto suas ações são resultados do meio social em que ele vive. Nesse sentido, não obstante, deve-se analisar  os empecilhos quer levam jovens e crianças a abandonarem a escola, uma vez que, além de prejudicar futuras inserções no mercado laboral satisfatório, também é o fator prévio para o aumento da criminalidade no Brasil.

Em primeira análise, entre as principais circunstâncias que impedem os brasileiros de concluir sua formação, encontra-se a necessidade de auxiliar na renda doméstica. Logo, embora esse índice tenha diminuído coma criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, ainda é perceptível a presença substancial dessa faixa etária em postos de trabalho precários. Coligado a isso, soma-se a falta de incentivo por parte dos núcleos familiares na formação educacional gratuita, e, por conseguinte, resulta na diminuição das possiblidades  desses jovens tornarem-se profissionais valorizados .

Outrossim, muitos estudantes tendem a se sentir inferiores nas salas de aulas, seja por condições financeiras, fenótipas, ou dificuldades na aprendizagem. De maneira análoga a esses fatores, enquadram-se também agressões físicas e verbais, principalmente contra os negros, como causas da evasão escolar. Dessa forma, eleva-se o número das taxas criminais, tendo em vista que essa é “solução’’ mais fácil encontrada por jovens para garantir sua subsistência.

Em virtude dos fatos mencionados, fica explícita a necessidade da adoção de medidas para coibir a problemática vigente. Portanto, torna-se imperativo que o pode público, associado as esferas estaduais e municipais, não só fiscalize locais laborais, como também reflita sobre as causas que levaram a densidade infanto-juvenil a largarem as instituições educacionais, e assim disponibilize subsídios a famílias carentes. Ademais, urge que o Ministério da Educação, amplie o número de psicólogos para auxiliar nos problemas enfrentados pelos alunos ,além de realizar reuniões quinzenais com os pais, com o fito de diminuir futuros crimes , pois, de acordo com o escritor francês Victor Hugo, quem investe na educação fecha um cárcere.