Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 28/10/2017

O modelo de ensino instituído na Revolução Industrial, baseado em um funcionamento de ordem e disciplina, vigora até os dias atuais. Sob tal perspectiva, essa formação da instituição escolar, evidentemente anacrônica, estabelece um cenário de desinteresse por parte dos alunos e de grande evasão. Portanto, há de discutir que o ensino ultrapassado associado á outros aspectos geram essa consequência negativa do abandono e deve-se buscar medidas para solucioná-lo.

Em primeiro plano, é importante discutir que a realidade das escolas e de muitos jovens torna-se favorável para que haja a evasão. De acordo com o pedagogo Paulo Freire, a educação requer o cultivo da curiosidade, atos de leitura do mundo e a interligação de conteúdos aprendidos, o que dificilmente ocorre. Ademais, em se tratando dos estudantes, muitos lidam com problemas como a dificuldade de acesso à transportes escolares, a baixa condição financeira, que acaba exigindo um ingresso precoce ao mercado de trabalho, e a falta de incentivo da família aos estudos.

Ainda importa salientar que as consequências do abandono escolar geram um grande impacto no corpo social. No romance “Capitães de areia” de Jorge Amado, é retratada a realidade de crianças e adolescentes em situação de rua que lidam constantemente com a violência, uso de drogas, abusos e outros sérios problemas. A partir da obra, analisa-se que não somente a família esteve ausente, mas também a escola, que é fundamental para a boa formação do caráter do indivíduo.

Diante do que for exposto, deve-se propor medidas para que a evasão escolar seja solucionada. Assim, o governo deve estabelecer como meta a melhoria da estrutura e nos conteúdos das instituições de ensino e fornecer de forma eficiente possibilidades para a permanência na escola, a fim de que esse ambiente seja mais preparado e acessível para os estudantes do século XXI. Além disso, a família deve zelar pela presença e pelo bem-estar dos filhos nos colégios, por meio da vigilância e cobrança do estado. Somente assim, vê-se uma sociedade mais preocupada com a educação.