Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/04/2024
Em outubro de 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: a Constituição Cidadã, cujo conteúdo assegura a educação a todos. Entretanto, evasão escolar se mostra grave problema e impacta diretamente na presença de jovens nas escolas e, que por muitas vezes, não desfrutam dos seus direitos. Nesse sentido, para que o problema seja descontruído, há de analisar não só a desigualdade social presente no país como também a desvalorização dos profissionais da educação.
Diante disso, a desigualdade social dificulta o combate a evasão escolar. Por conseguinte, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 62% dos jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola, muitas vezes adolescentes que vivem em condições precárias de vida e necessitam se inserir no mercado de trabalho para ajudar suas famílias. Dessa forma, é evidente a omissã estatal na assistência à população, visto que esses estudantes não conseguem fazer do estudo uma oportunidade de ascender socialmente, dado que não recebem o amparo adequado e necessita abandonar a escola antes disso.
Ademais, a desvalorização dos profissionais de educação vai de encontro ao problema destacado. No filme ‘‘Escritores da Liberdade’’ a professora Gruwell supera as dificuldades existentes e consegue tornar participativos alunos da periferia. Esse feito é complexo na sociedade brasileira, posto que além das instituições de ensino não serem atrativas para os jovens, os professores sentem-se desvalorizados. Dessa forma, a baixa remuneração salarial e o desrespeito de responsáveis e estudantes tornam a situação ainda mais difícil para os profissionais de ensino, visto que não há uma mobilização para mudar o quadro.
Portanto, é urgente que a evasão escolar seja combatida. Para isso. o Ministério da Educação -princiapal agente governamental responsável pelo ensino- deve remunerar melhor os profissionais de ensino através da destinação de verbas a fim de manter os professores satisfeitos e motivados a desempenharem um trabalho melhor com os alunos e consequentemente, os estudantes se sentirão mais atraídos pela escola e não abandonarão os estudos. Assim, será assegurado o direito a educação, e o Brasil passará a ser uma sociedade justa.