Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 27/04/2024

A Constituição Federal de 1988 prevê o ensino escolar como um direito básico do cidadão e o dever do Estado. Entretanto, a garantia sobredita apresenta-se deturpada, haja vista que a sociedade sofre com a evasão escolar na atualidade. Dessa forma, são necessárias medidas para solucionar a questão, a qual é movida pela negligência governamental e a falta de investimentos.

Em primeiro ponto, nota-se a negligência governamental como um fator à problemática. Nessa perspectiva, Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso no corpo social. Contudo, as autoridades competentes rompem com essa conformidade, haja vista que não há motivação para crianças e jovens retornarem às escolas e concluírem o ensino proposto. Logo, é inadmissível que a situação perdure na corporação brasileira, caso contrário, trará mais consequências prejudiciais para a evasão escolar.

Ademais, vale ressaltar a falta de investimentos como uma das problemáticas que corroboram com a situação. Segundo a filósofa existencialista Simone de Beauvior, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Nesse contexto, o silenciamento sofrido pelas minorias acaba não reivindicando por melhorias no que diz respeito à evasão escolar, o que colabora com a normalização do problema. Diante disso, é inadmissível que essa situação perdure na sociedade, haja vista que é nociva para o desenvolvimento do país.

Em suma, medidas precisam ser tomadas. Para isso, o Ministério dos Direitos Humanos junto de escolas - órgãos responsáveis pelo direito e educação - deve incentivar a população, principalmente crianças e jovens, por meio de palestras, propagandas e interações com a finalidade de trazer a sociedade para dentro das escolas novamente e, assim, gradativamente minimizar tal problemática no país.