Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 29/04/2024

Notavelmente, o abandono escolar dos jovens é um problema constante no Brasil. Embora o artigo 6º da Constituição Federal garanta o acesso à educação como um direito social, existem obstáculos que precisam ser superados para a conclusão dessa educação. Estas barreiras surgem devido às desigualdades sociais que existem no país e às atitudes negativas em relação ao tratamento dos professores.

Vale ressaltar, que as oportunidades educacionais oferecidas no Brasil não são iguais. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 62% dos jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola. Essas pessoas vivem muitas vezes em condições instáveis e precisam ingressar no mercado de trabalho para ajudar suas famílias. Desta forma, fica evidente a negligência do governo em ajudar o povo, pois esses estudantes não atingiram o ápice do pensamento pessoal de Freire em que o indivíduo pode de se utilizar da educação para superar as desigualdades sociais a que é submetido, dado que não recebe o amparo adequado e necessita abandonar a escola antes disso.

Deve-se notar também, que o problema é ainda mais complicado pela falta de exigências sobre as atitudes populares. No filme “Escritores da Liberdade”, o professor Gruwell supera as dificuldades existentes e consegue envolver os alunos periféricos. Esse feito é complicado na sociedade brasileira porque, além das instituições de ensino serem pouco atrativas para os jovens brasileiros, os professores se sentem desvalorizados em todas as áreas da sociedade. Portanto, os baixos salários e o desrespeito dos responsáveis e dos alunos dificultam a situação dos professores porque não há mobilização para mudar a situação.

Portanto, é necessário tomar medidas para amenizar esse problema. O Ministério da Educação, órgão responsável por todo o sistema educacional do país, deve remunerar melhor os profissionais do ensino através da atribuição de verbas dos impostos sociais para manter os professores satisfeitos e motivados para fazerem um trabalho melhor para os alunos. Dessa forma, os alunos terão mais interesse pela escola e não desistirão dos estudos e o que está previsto na Constituição será finalmente vivenciado na prática.