Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 01/05/2024

É notável que a saída dos jovens das escolas é um problema que persiste no cenário brasileiro. Embora a Constituição Federal, no artigo 6, garanta o acesso à educação como direito social, entraves precisam ser superados para que essa escolarização seja plena. Esses obstáculos ocorrem pela desigualdade social existente no país e também pela passividade da população com relação ao tratamento que os professores recebem. Logo, essa questão precisa ser discutida.

Em primeiro plano, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 62% dos jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola, muitas vezes adolescentes que vivem em condições precárias de vida e necessitam se inserir no mercado de trabalho para ajudar suas famílias. Dessa forma, é evidente a negligência governamental na assistência à população, visto que esses estudantes não atingem o ápice do pensamento freiriano em que o indivíduo pode de se utilizar da educação para superar as desigualdades sociais a que é submetido, dado que não recebe o amparo adequado e necessita abandonar a escola antes disso.

Além disso, a falta de cobrança de atitudes por parte da população torna o problema ainda mais complexo. No filme Escritores da Liberdade a professora Gruwell supera as dificuldades existentes e consegue tornar participativos alunos da periferia. Esse feito é complexo na sociedade, posto que além das instituições de ensino não serem atrativas para o jovem, os professores sentem-se desvalorizados em todas as esferas da sociedade. Dessa forma, a baixa remuneração salarial e o desrespeito de responsáveis e estudantes tornam a situação ainda mais difícil para os profissionais de ensino, visto que não há uma mobilização para mudar o quadro.

Diante disso, medidas são necessárias para amenizar o problema. O Ministério da Educação deve remunerar melhor os profissionais de ensino através da destinação de verbas arrecadadas por meio de impostos pagos pela sociedade a fim de manter os professores satisfeitos e motivados a desempenharem um trabalho melhor com os alunos. Assim, os estudantes se sentirão mais atraídos pela escola e não abandonarão os estudos.