Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 30/04/2024
A Constituição Federal, no artigo 6, garante o acesso à educação como direito social, entretanto, nota-se que a lei não se aplica com eficiência quando é perceptível que a saída dos jovens das escolas é um problema persistente no cenário brasileiro atual. Obstáculos como esse ocorrem pela desigualdade social existente no país e pela omissão do estado.
Em primeiro plano, é notável que a desigualdade social impulsiona a evasão escolar no Brasil. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), mostra que 62% dos jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola, o que ocorre pois os adolescentes que vivem em condições precárias de vida, necessitam se inserir no mercado de trabalho para ajudar financeiramente suas famílias. Dessa forma, acabam por não concluir seus estudos e não conseguem perceber que o indivíduo pode de se utilizar da educação para superar as desigualdades sociais. Portanto, não é razoável que em um país como Brasil tal problemática ainda seja recorrente.
Ademais, a omissão do estado é um fator fundamental para a saída precoce dos jovens da escola. Nesse sentido, o filósofo Thommas Robbes diz que “O Estado é responsável por garantir o bem estar de todos”, porém, tal perspectiva não vem sendo aplicada na realidade Brasileira atual. Sob esse viés, o Globo apresenta uma pesquisa que mostra que cerca de 53% dos brasileiros não concluem sequer o ensino fundamental, e o governo pouco se volta para o empecilho. Portanto, não é coerente que o problema persista no Brasil.
Em suma, faz-se necessária a busca para a intervenção da evasão escolar na realidade brasileira. Logo, é preciso que o governo - órgão de maior responsabilidade do país - aplique com maior eficiência as leis já existentes em relação a educação, por meio de palestras nas escolas desde os anos iniciais dos alunos, a fim de diminuir a saída precoce dos próprios da escola. Assim, a perspectiva de Hobbes e o artigo 6 da Constituição seriam melhor aproveitados.