Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 03/11/2017

Segundo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ou Agenda 30, uma das metas propostas é a garantia de uma educação de qualidade. No entanto, o que se observa no Brasil é o aumento da evasão escolar, especialmente no Ensino Médio. Nota-se que a dificuldade da escola e do Estado em compreender a realidade do aluno e buscar maneiras para contornar esse obstáculo torna a educação desinteressante para a maioria dos estudantes.

Em primeiro lugar, é importante destacar que o baixo nível de escolaridade dos brasileiros é um dos fatores que diminui o IDH do país. Conforme dados do Pnud, a taxa de evasão escolar no Brasil é de cerca de 24%. Essa realidade é resultado, em parte, da necessidade que muitos alunos de baixa renda têm de começar a trabalhar para ajudar nas despesas da família e por causa da gravidez na adolescência. Verifica-se que o abandono do ensino é consequência da condição de vida na qual o jovem se encontra.

Em segundo lugar, observa-se que o Ensino Médio apresenta as maiores taxas de evasão escolar, sendo, inclusive, um dos motivos que levou a Reforma do Ensino Médio. Segundo os alunos, a grande carga de conteúdo com pouca ênfase em conhecimentos que serão usados no dia-a-dia como, por exemplo, saber negociar ou falar bem em público tornam as aulas desinteressantes e massivas. Além disso, poucas escolas utilizam as novas tecnologias para atrair o interesse do jovem, mantendo a mesma técnica de ensino dos séculos passados e deixando de aproveitar esse potencial de aprendizagem.

Em suma, a evasão escolar é consequência do desinteresse aliado a dura realidade das famílias brasileiras. Portanto, faz-se necessário que as escolas públicas criem cargos de gestores da educação, responsáveis por verificar a frequência e desempenho do aluno e, se necessário, visitar as famílias para entender melhorar a condição de vida do estudante e propor medidas para ajudá-lo como, por exemplo, acompanhamento psicológico. Além disso, cabe ao Governo Federal propor um projeto de lei que obrigue o trabalhador em idade escolar a estar matriculado e frequentando as aulas para ocupar algum posto de trabalho formal, visando diminuir o abandono dos estudos por condições socioeconômicas. Por fim, é essencial que as escolas tentem se adequar a realidade do jovem do século 21, incluindo aulas de informática ou utilizando-se das vídeo aulas para ampliar o ensino. Dessa forma, é possível tornar a educação mais interessante e diminuir a evasão escolar.